
Gastronomia portuguesa no mundo: Parte I
A presença portuguesa no mundo ao longo da história, principalmente durante os Descobrimentos do século XV e nos territórios do império português, influenciou em ambos os sentidos, com os Portugueses a importarem técnicas e novos ingredientes e a deixar também a sua marca em países tão distantes como o Brasil, Índia e Japão.
Da Ásia, onde eram conhecidas pelo nome narang, as laranjas terão chegado à Europa através de Portugal no tempo das cruzadas. Da Índia, os Portugueses trouxeram depois laranjas doces, que plantaram ao longo das suas rotas no século XV, dada a sua importância no combate ao escorbuto que afectava os marinheiros. Os portugueses também foram responsáveis pela introdução de vários outros tipos de frutas na Europa.
Para além das especiarias vindas da Ásia, cujo comércio os Portugueses dominaram – como a canela – a influência oriental na gastronomia portuguesa pode ver-se na tradicional “canja”, um caldo de galinha e arroz tradicionalmente utilizado como terapia de convalescentes, que tem o seu paralelo no asiático congee, cujo nome, ingredientes e utilização são idênticos.
Também do oriente os Portugueses trouxeram o Chá. Em breve a Europa começou a importar as folhas, bebida a tornar-se muito popular, especialmente entre as classes abastadas em França e Países Baixos. O uso do chá, bem como da compota de laranja amarga “orange marmalade” em Inglaterra é atribuído a Catarina de Bragança, princesa portuguesa que casou com Carlos II de Inglaterra cerca de 1650.